You are currently browsing the category archive for the ‘Yoga’ category.
A não ser que a mente se torne estável, não pode haver yoga. É o vento do mundanismo que sempre perturba a mente, semelhante à chama de uma vela. Quando a chama está imóvel, diz-se que uma pessoa atingiu yoga.
Pela prática da Ioga a dor pode ser transformada em prazer, a morte em imortalidade, o sofrimento em alegria, o fracasso em sucesso e a doença em saúde perfeita. Por isso aplique-se na prática da Ioga.
Swami Sivananda
- O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
- O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
- O que for a tua vontade, assim serão teus atos.
- O que forem os teus atos, assim será teu destino.
-
Brhad Aranyaka Upanishad
O Advaya-Târaka-Upanishad (16) dá uma explicação esotérica da palavra guru fazendo-a derivar das sílabas gu (com sentido de “escuridão”) e ru (com o sentido de “o que dissipa”). Portanto guru é aquele que dissipa as trevas espirituais do discípulo.
(…)
No Kula-Arnava-Tantra, o deus Shiva, falando com sua divina esposa Devî, faz a seguinte comparação entre os mestres realizados e os professores comuns:
- Existem muitos gurus, como lâmpadas que ardem em diversas casas; mas difícil de encontrar, ó Devî, é o guru que ilumina todas as coisas como o sol. (13.104)
- Existem muitos gurus que conhecem a fundo os Vedas [o conhecimento sagrado revelado] e os Shâstras [tratados]; mas difícil de encontrar, ó Devî, é o guru que chegou à Verdade suprema. (13.105)
- Existem muitos gurus sobre a Terra que dão outras coisas que não o Si Mesmo; mas difícil de encontrar em todos os mundos, ó Devî, é o guru que revela o Si Mesmo. (13.106)
- Muitos são os gurus que roubam o discípulo de sua riqueza, mas raro é o guru que elimina as aflições do discípulo. (13.108)
- É um [verdadeiro] guru aquele através de cujo contato flui a suprema Bem-Aventurança (ânanda). Só a esse, e a nenhum outro, deve o homem de inteligência escolher como seu guru. (13.110)
.
Copiado do livro “A Tradição do Yoga” de Georg Feuerstein
Aqui pode ler o texto em Inglês.
A mitologia afirma que o homem inferior habita na parte inferior da espinha, e somente quando o homem consegue aumentar os poderes do Kundalini no Chakra do coração é que consegue ter noção de progresso.
O homem tem de mandar suas forças espirituais para o sexto Chakra, antes de conseguir fazer qualquer progresso realmente satisfatório, e quando se consegue ir além do sétimo, tem-se a certeza completa de que se está vivendo na Terra pela última vez.
Lobsang Rampa em “A Sabedoria dos Lamas”
O adepto Nâropa merece a nossa atenção especial, porque seu nome é associado à doutrina dos “Seis Yogas de Naro”(naro chodrug).*
Essas práticas estão expostas no texto tibetano “A Epítome das Seis Doutrinas”, que foi traduzido em 1935 por Kazi Dawa-Samdup e apresentado e prefaciado por W.Y.Evans-Wentz.
São as seguintes: Leia o resto deste post »
Yoganidra: “pose de relaxamento”.
Uma vez pela manhã, outra a tarde e ao anoitecer, relaxe completamente por 10 minutos. Sente-se confortavelmente numa cadeira num local tranquilo, ou num assento ou colchonete. Deixe cada um dos músculos do seu corpo relaxar (este exercício também pode ser feito deitado). Feche os olhos. Deixe a mente em branco. Relaxe o pescoço e a nuca, procure não contrair nenhum músculo. Movimente de leve os ombros para cima, e relaxe-os profundamente.
Depois dos Asanas é recomendável fazer-se um relaxamento, que é chamado de Yoganidra, ou “sono do Yogi”. Na realidade, a pessoa não dorme, mas relaxa profundamente, deixando cada parte do seu corpo numa harmonia.
As tensões dos músculos removem-se no relaxamento, e a pessoa irá sentir-se melhor.
Deite-se de barriga para cima (Maha-Shavasana), tendo as mãos ao longo do corpo, confortavelmente. Procure respirar pelo abdome, enquanto imagina cada parte do corpo soltando e relaxando. Mentalmente solte os membros do corpo, e sinta-se como que estivesse “dissolvendo”, e cada tensão indo embora, liberando todas as contrações e enrijecimentos. Depois de ficar nesta posição por cerca de 10 minutos, então espreguice-se, como fazem os animais que se levantam, retomando lentamente as atividades.
Texto em PDF -> Respiracao-Ioguica-Profunda-Self-Realization-Fellowship
Swami Sivananda Maharaj
Swami Chidananda Maharaj
Devoto : Várias pessoas conceituam Yoga de diferentes maneiras. Existe muita confusão sobre o que Yoga realmente é, e o que não é. Você poderia por favor esclarescer estas más interpretações e acabar com esta confusão?
Gurudev : Yoga não consiste em sentar de pernas cruzadas por seis horas ou parar os batimentos cardíacos ou enterrar-se sob a terra por uma semana ou um mês. Isto são apenas feitos físicos. O Yoga Real é atingir o mais elevado conhecimento divino através da comunhão consciente com Deus.
Swamiji : Yoga não é acrobacia, mágica, tortura, ritos e cerimônias esquisitas, paganismo ou viver na busca pelo prazer, não é ocultismo ou prática misteriosa de monges, não é auto-hipnose, nem experiências com LSD ou mescalina. Yoga é escencialmente uma prática espiritual relacionada a um método espiritual. É uma prática intensa de aproximar-se da realização da Realidade Suprema. Yoga oferece um método infalível e efetivo para solucionar todos os males de uma vez por todas.
Existem algumas noções peculiares sobre Yoga, como se fosse somente uma manipulação do corpo em várias posições sem-sentido. Yoga não é mera acrobacia. Estas técnicas são empregadas como um tipo de prática de Yoga, mas não forma a parte integral do modo escencial. Sem conhecer nada sobre estas posturas, pode-se ainda ser um perfeito Yogui. A prática das posturas não é uma parte indispensável do Yoga.
Em segundo lugar, Yoga não é a execução de feitos mágicos. Yoga não é mágica e nem sua prática é um feito extraordinário e incomum.
Yoga também não é uma forma de auto-tortura. Isto não tem nada a ver com Yoga, e yoguis de verdade não tem nada a ver com tudo isto.
Yoga não é auto-hipnose pois não leva ninguém a um trance hipnótico.
Yoga não é ocultismo, práticas secretas de monges ou bruxaria.
E por último, Yoga não é um culto religioso. Yoga não foi dada para nenhuma religião ou lugar em particular. Yoga foi dada para toda humanidade.
Fonte -> Sivananda Brasil
Swami Chidananda Maharaj
Devoto: Quais são os diferentes caminhos do Yoga? Por que existem tantos caminhos diferentes?
Gurudev : A meta da vida humana á a auto-realização. Ação, emoção e inteligência são os três cavalos que estão ligados à este corpo-carruagem. Eles devem trabalhar em perfeira harmonia. Somente então a carruagem correrá suavemente. Deve haver um desenvolvimento integral. Yoga deve educar e desenvolver o ser-humano por completo – seu coração, inteligência e mãos. Somente então ele terá desenvolvimento integral.
Existem três defeitos na mente: mala ou impureza, vikshepa ou dispersão da mente e avarana ou véu da ignorância. As impurezas devem ser removidas através da prática do Karma Yoga, o trabalho voluntário sem fins egoístas. O dispersar da mente deve ser removido por upasana (adoração), japa (repetição dos nomes do Senhor) e devoção. O véu da ignorância deve ser rasgado pela prática do Jnana Yoga, isto é, o estudo da literatura vedântica, o questionar, auto-análise, serviço ao preceptor ou professor espiritual (Guru) e meditação profunda. Somente então a auto-realização é possível.
Sentir o mesmo Ser em tudo é Jnana Yoga. Amar o Ser em tudo e todos é Bhakti Yoga. Servir o Ser em tudo é Karma Yoga. Karma Yoga é recomendado para pessoas de temperamento ativo. Bhakti Yoga para pessoas de temperamento devocional, Raja Yoga para pessoas de temperamento místico e Jnana Yoga para pessoas de temperamento racional e filosófico.
Obtenha a ajuda de Karma, Bhakti, Yoga e Vedanta para atingir a meta final da vida. Yoga da Síntese é a mais recomendada para esta Era. A perfeição em todos os níveis deve ser sua meta.
Todos devem escolher um dos caminhos como o Yoga base. Deve-se então combinar com Nishkama Karma Yoga, Hatha Yoga, Raja Yoga, Bhakti Yoga, etc. Praticar um pouco de Hatha Yoga (posturas e exercícios respiratórios) irá manter uma boa saúde. Raja Yoga tornará sua mente estável. Sankirtan irá relaxar sua mente e inspirar-lhe. Upasana e Karma Yoga irá purificar seu coração, e prepará-lo para prática do Vedanta.
Swamiji : Qualquer coisa que te liberte da angústia e te conceda real bem-aventurança é Yoga. Logo, existem várias práticas, mas escencialmente, Yoga é uma. Para atender aos diferentes temperamentos e aptidões, diferentes capacidades e tendências, os antigos sábios perscreveram diferentes Caminhos. Estes caminhos não são antagônicos uns com os outros. Todos os caminhos trabalham o mesmo processo.
Existe uma expressão de quatro dobras da mente:
(a) Como emoção ou amor;
(b) Como atividade ou dinamismo;
(c) Como poder de raciocínio e poder de racionalizar;
(d) Como reflexão ou comtemplatividade;
Todos os quatro aspectos têm de ser disciplinados e treinados para serem introvertidos, para que todos seus recursos sejam completamente canalizados e direcionados para Deus.
Yoga tenta atingir aquela Experiência através de vários caminhos:
1. Através de Bhakti Yoga, o que é, através do caminho emocional do seu ser – sua devoção, sentimento, emoção, oração, fé e adoração.
2. Através do Karma Yoga , ou Yoga da Ação, dedicando todas suas atividades diárias para Deus.
3 – Através do Raja Yoga ou Dhyana Yoga, pela reta-ação da mente, tornando-a introvertida, controlando e superando sua natureza descançada e tornando-a estável, concentrando-a e meditando para perfurar o véu da ignorância e atingindo a iluminação.
4. Através da parte intelectual do seu Ser em Jnana Marga ou Vichara Marga – através de questionamento (vichara), discernimento (viveka), reflexão, análise e investigação.
Todos estes quatro Caminhos podem ser combinados em um único processo espiritual, por que o objetivo final de todos é o mesmo. Faça uso de todas as faculdades da sua personalidade humana e direcione-as para atingir o Conhecimento da Realidade (Brahma-jnana). Os quatro caminhos devem mutuamente ajudar um ao outro para que cada função seja regulada e posicionada em seu devido contexto quando necessário. A harmonia deve estar lá, entre o intelecto e a emoção, razão e sentimento.
Fonte : SivanandaBrasil
