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Nascimento
Toda a vez que uma grande catástrofe cai por sobre a Terra; toda a vez que a justiça declina; toda a vez que há o predomínio da opressão e do caos na Terra; toda a vez que a fé das pessoas em Deus diminui, grandes homens ou santos aparecem, de tempos em tempos para enriquecer a literatura sagrada, proteger o Dharma, para destruir a injustiça e despertar o amor por Deus nas mentes nas pessoas. A Índia estava comprometida. Os Bárbaros haviam invadido o seu território. Seus exércitos haviam sido atacados bem como muitas cidades sagradas. Os ascetas feitos prisioneiros foram colocados em trabalhos forçados. Houve ataques em todos os lugares. Os reis eram sedentos de sangue, eram cruéis e tirânicos. Não havia uma religião verdadeira. Mas havia uma perseguição religiosa O real espírito da religião foi esmagado pelo ritualismo. Os corações das pessoas estavam cheios de falsidade, astúcia, orgulho e egoísmo. Tal era a época em que Guru Nanak veio ao mundo, com uma mensagem de paz, unidade, amor e devoção a Deus. Ele veio ao mundo na época em que havia lutas entre os Hindus e os Maometanos, quando a verdadeira religião havia sido substituída por rituais e formalidades. Ele veio pregar o evangelho da paz, da irmandade e da unidade da humanidade, amor e sacrifício aos sofredores.
Nanak, o místico Khatri e poeta, fundador da religião dos Sikhs, nasceu em 1469, num vilarejo chamado de Talwandi em Rvi, em Lahore, no distrito de Punjab. Ao lado da casa na qual Guru Nanak nasceu, havia um famoso lugar de peregrinação chamado de “Nanakana Sahib”. Nanak ficou conhecido como o Profeta do Punjab e Sind. O pai de Nanak foi Mehta Kalu Chand, conhecido popularmente como Kalu. Ele era o contador do vilarejo. Ele foi um agricultor, também. A mãe de Nanak foi Tripta. Mesmo na sua infância, Nanak possuía uma disposição mística, e costumava falar sobre Deus com os Sadhus. Ele possuía uma mente contemplativa e uma natureza piedosa. Ele iniciou a dedicar seu tempo para a meditação e a prática espiritual. Ele tinha, por hábito, uma natureza reservada, e comia muito pouco.
A Educação de Nanak
Quando o menino Nanak tinha sete anos, ele foi enviado a Gopal Pandha, para aprender Hindi. O professor ensinou Nanak a ler um livro. Nanak respondeu: “Qual a vantagem que terei em conhecer tudo e não conhecer nada sobre Deus?” Então o professor escreveu o alfabeto em Hindi para ele numa lousa de madeira. Nanak disse para o professor: “Por favor, diga-me, senhor, quais os livros que o senhor estudou, qual é a extensão do seu conhecimento?” Gopal Pandha respondeu: “Eu sei matemática, e coisas necessárias para os negócios”. Nanak respondeu, “Este conhecimento não irá auxiliar o senhor a alcançar e obter a liberdade”. O professor ficou atônito em ouvir estas palavras do menino. Ele disse para ele: “Nanak, diga-me alguma coisa a qual possa me auxiliar a obter a salvação”. Nanak disse: “Ó professor! Queime o amor mundano, faça dele cinzas como tinta, e faça do seu intelecto uma fina folha de papel. Agora faça do amor de Deus sua caneta, e de seu coração o escritos, e sobre as instruções de seu Guru, escreva e medite. Escreva o Nome do Senhor e Suas glórias e escreve: ‘Ele não tem limites deste ou daquele lado’. Ó mestre! Aprenda a escrever isso”. O professor ficou impressionado com tal maravilha.
Então Kalu enviou seu filho para o Pandita Brij Nath para aprender Sânscrito. O Pandita escreveu para ele “OM”. Nanak perguntou ao professor o significado para palavra “OM”. O professor respondeu: “Você não tem nada que saber sobre o significado de “OM” agora. Eu não posso lhe explicar o que significa”. Nanak, então, disse: “Ó professor! Qual a utilidade de aprender sobre algo sem saber o seu significado? Eu mostrarei para o senhor o significado de OM”. Então, Nanak deu uma elaborada explicação do significado do OM. O Pandita em Sânscrito ficou atônito e maravilhado com tal explicação.
As Ocupações de Nanak
Então Kalu tentou o seu melhor plano para fazer Nanak direcionar-se para as coisas mundanas. Ele colocou Nanak no trabalho para cuidar do cultivo da terra. Nanak não dava a mínima atenção para este trabalho. Ele meditava mesmo nos campos. Ele foi enviado a cuidar do gado, mas a sua mente estava sempre centrada em adorar a Deus. O gado cruzava livremente o campo vizinho. Kalu repreendia Nanak por sua negligência. Nanak respondia: “Eu não sou negligente nem preguiçoso, mas muito ocupado em guardar meu próprio campo”. Kali perguntou: “Onde estão seus próprios campos”? Nanak respondeu: “Meu corpo é um campo. A mente o lavrador. A retidão é o cultivo. A modéstia é a água para a irrigação. Eu tenho semeado o campo com a semente do Santo Nome do Senhor. O contentamento é minha colheita. A humildade é a sua cerca. As sementes irão germinar dentro de um bom campo com amor e devoção. Afortunada é a casa na qual semelhante colheita é feita! Ó senhor, o dinheiro não irá nos acompanhar no próximo mundo. Ele não possui nenhum valor lá, mas há poucos que entendem a natureza ilusória do dinheiro”.
Então Kalu colocou para trabalhar num pequeno negócio. Nanak distribuía as coisas para os Sadhus e pessoas pobres. Ele sempre dava em caridade qualquer coisa da casa do seu pai ou da loja. Nanak dizia: “Minha loja é feita de tempo e espaço. Seu depósito consiste em mercadorias da verdade e do autocontrole. Eu estou sempre distribuindo com meus clientes, os Sadhus e os Mahatmas, o que é deveras muito lucrativo”.
Quando Nanak tinha quinze anos de idade, seu pai deu a ele vinte rúpias e disse: “Nanak, vá ao mercado e compre alguma mercadoria lucrativa”. Kalu enviou o seu servo Bala, para que acompanha-se Nanak. Nanak e Bala alcançaram Chular Kana, um vilarejo cerca de vinte milhas de Talwandi. Nanak encontrou uma festa de Faquires. Ele pensou consigo mesmo: “Deixe-me gratificar estes faquires agora. Esta é o negócio mais lucrativo que posso fazer”. Ele comprou provisões e alimentou aos faquires suntuosamente. Então ele voltou para casa. O servo disse para seu mestre do negócio que seu filho havia feito. Kalu ficou muito perturbado. Ele deu um tapa no rosto de Nanak.
O pai de Nanak pensou que ele estava fazendo um trabalho sedentário. Portanto, ele disse para Nanak: “Ó meu querido filho! Monte num cavalo e faça viagens de negócios. Isto será muito bom para você”. Nanak respondeu: “Honrado pai! Meu negócio é o conhecimento divino. Os lucros são a carteira cheia de boas ações, com as quais eu certamente irei alcançar o domínio do Senhor”.
Então Kalu Chand disse para Nanak: “Se você não gosta de negócios ou comércio, talvez você sirva para algum serviço”. Nanak respondeu: “Eu já sou um servo de Deus. Eu tenho me esforçado para fazer minhas obrigações honestamente, e de todo o meu coração no serviço para o meu Senhor. Eu executo Seus pedidos implicitamente. Eu desejo fervorosamente a recompensa da divina graça para o Senhor através do serviço a Ele de modo infatigável e incessante”. Ao ouvir isso, o pai de Nanak ficou em silêncio e retirou-se.
Dois milagres
Há im incidente digno de nota que está ligado a visita de Nanak a cidade de Mecca. Em Meccha, Nanak foi encontrado dormindo, com seus pés em direção a Kaaba, local no qual os Maometanos prostram-se para realizar as suas orações. Kazi Rukan-ud-din, que viu aquilo, iradamente advertiu: “Infiel! Como ouse você densonrar o local de Deus, virando seus pés em direção a Ele?” Ele, também, chutou Nanak. Nanak calmamente respondeu: “Eu estou cansado. Coloco os meus pés em qualquer lugar, de Deus ou não”. O Kazi segurou os pés de Nanak furioso, e moveu-os na direção oposta. Neste momento, a mesquita também se moveu. O Kazi ficou estupefato com a maravilha. Então ele reconheceu a glória de Guru Nanak.
Guru Nanak visitou Hassan Abdal, em Attoch, distrito da fronteira Noroese, em 1520. Ele estava sentado sob um árvore Peepul, com os pés numa pequena elevação. No topo da montanha vivia um santo Maometano chamado de Vali Quandhari. Havia uma fonte de água na montanha. Mardana costumava costumava pegar água da fonte. Guru Nanak ficou muito popular em pouco tempo. O santo Maometano ficou com inveja. Ele proibiu Mardana de pegar água da fonte. Mardana disse para Guru Nanak sobre a proibição do santo Maometano. Guru Nanak disse para Mardana: “Ó Mardana! Não tenha receios. Deus irá enciar água para nós em breve aqui em baixo”. A fonte no topo da montanha secou imediatamente, e uma fonte brotou nos pés onde Guru Nanak descansava. O santo ficou muito enfurecido. Ele arremeçou uma grande pedra do topo da montanha, que caiu exatamente onde Nanak estava sentado. Guru Nanak parou a pedra com suas mãos abertas. As impressões de suas mãos existem na rocha mesmo nos dias de hoje. Então o santo veio até Guru Nanak, prostrou-se diante dele e pediu perdão. Guru Nanak sorriu, e perdoou o arrogante santo. Hoje há um belo santuário no lado da fonte, o qual é chamado de “Punja Sahib”.
Os Ensinamentos de Guru Nanak
Guru Nanak sempre insistia nisso: “Realize a unidade com tudo e com todos. Ame a Deus. Ame a Deus nas pessoas. Cante o amor por Deus. Repita os Nomes de Deus. Cante Suas glórias. Ame a Deus como o lótus ama a água; como o pássaro Chatak ama a chuva; como a esposa ama o seu marido. Faça do amor divino a sua caneta, e de seu coração o escritor. Se você repetir o Nome de Deus, você viverá; se você se esquecer disso você morrerá. Abra seu coração para Deus. Entre em comunhão com Ele. Aconchegue-se nos Seus braços e sinta o Seu divino abraço”.
Nanak nos deu um belíssimo sumário dos seus ensinamentos, num dos seus hinos seguintes:
Ame os santos de todas as fés:
Jogue fora seu orgulho.
Lembre-se da essência da religião
É submissão e simpatia,
Não roupas finas,
Não a vestimenta ou as cinzas que cobrem o Yogi,
Não o soprar cornetas
Não o raspar a cabeça,
Não longas orações,
Não recitações e torturas,
Não o caminho asceta,
Mas uma vida de bondade e pureza,
Entre as tentações do mundo.
“Vahe Guru” é o Guru Mantra dos seguidores de Guru Nanak. Outro importante mantra para repetir é : “Ek Omkar Satnam Karta Purkh Nirbhav Nirvair, Akalmurat Ajuni Savai Bhang Gur Parsad”. Ele soa como: “Deus é senão uno; Seu nome é Verdade, Ele é o Criador, Ele penetra em todo o universo; Ele é sem medo; Ele é sem inimigos; Ele é imortal; Ele é sem nascimento; Ele é auto-nascido e auto-existente; Ele é o removedor da escuridão (da ignorância), e Ele é misericordioso”. O Senhor é eterno. Ele não tem começo e nem fim.
Os últimos dias de Guru Nanak
Nanak estabeleceu-se em Khartarpur perto do fim da sua vida. Toda a sua família viveu junto ali nos primeiros tempos. Casas para os familiares de Guru Nanak e um Dharmashala foram também construídos. Mardana viveu sempre com o seu Guru. Cada dia o Japji e o Sohila, as oraçoes da manhã e do entardecer, compostas por Guru Nanak, sao recitadas. Guru Nanak morreu no ano de 1538, com a idade de sessenta e nove anos. Guru Angad sucedeu Guru Nanak. Outros Gurus na seqüência são: Guru Amardas, Guru Ramdas, Guru Arjun Dev, Guru Hargovind, Guru Har Rai, Guru Har Krishan, Guru Tej Bahadur e Guru Gobind Singh.
Que as bênçãos de Guru Nanak caiam em vocês todos!
O cultivo do pensamento é uma ciência Exata.
Aquele que conseguiu controlar seus pensamentos é um verdadeiro Deus nesta terra.
A amargura ou a ternura não estão nos objetos mas na mente, no sujeito, no seu modo de pensar.
Não existe nada de bom ou de agradável neste mundo. Sua imaginação é que os torna assim.
A purificação e o controle da mente são a finalidade básica de todas as Iogas.
Quando alguém transcende o pensamento, a intuição funciona e o conhecimento do Eu vem à tona.
É a mente que germina as raizes da árvore de Samsara com seus milhares de brotos, de galhos, de tenras folhas e frutos. Se você eliminar os pensamentos poderá destruir imediatamente a árvore de Samsara.
Cada ação tem um passado que a levou a ela e um futuro que se segue a ela.
Cada pensamento é um elo na ilimitada corrente de causas e efeitos, cada efeito tornando-se uma causa e cada causa tendo sido um efeito.
O homem é dono de seu próprio destino.
Em você estão latentes todas as faculdades, energias e poderes. Desenvolva-as e torne-se livre e grande.
Quem conhece o funcionamento da mente e a controla na prática, é realmente feliz.
Tenha cuidado com os pensamentos. Tudo o que sua mente enviar, volta para você. Cada pensamento é um bumerangue.
Alimentar e conservar um mau pensamento aos poucos o despe de seu horror e impele o pensador a cometer um ato que o concretize.
Conhecer-se a si mesmo é o maior dos tesouros. A meditação é a chave do conhecimento.
Os pensamentos são as sementes latentes da ação. As verdadeiras ações são os atos da mente e não os do corpo. E são os atos da mente que na verdade são chamados de Carmas.
Quanto menos pensamentos tiver maior será a sua força mental e sua concentração.
O seu destino é arquitetado pelos seus pensamentos.
Quem cultiva pensamentos bons, sublimes e divinos faz a si mesmo e também ao mundo, enorme bem.
Com maus pensamentos você polui o mundo.
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Trechos do livro “O Poder do Pensamento Pela Ioga” de Swami Sivananda Saraswati, editora Pensamento.
Pela prática da Ioga a dor pode ser transformada em prazer, a morte em imortalidade, o sofrimento em alegria, o fracasso em sucesso e a doença em saúde perfeita. Por isso aplique-se na prática da Ioga.
Swami Sivananda
A natureza da mente é tal, que ela se transforma naquilo em que pensa intensamente. Assim, se pensar nos vícios e defeitos de outra pessoa, sua mente se encherá desses vícios e defeitos, pelo menos por algum tempo.
Aquele que conhece esta lei psicológica, nunca censura os outros ou acusa alguém de suas falhas, mas procura sempre ver o lado bom e elogiar as pessoas. Esta prática nos possibilita um aumento de concentração, o desenvolvimento da Ioga e da espiritualidade.
Swami Sivananda
(veja também este texto de Vivekananda)
Os pensamentos de preocupação e de medo são forças terríveis dentro de nós mesmos. Envenenam a própria fonte da vida e destroem a harmonia, a eficiência de agir, a vitalidade e o vigor.
Enquanto que os pensamento opostos de bom humor, alegria e coragem, curam, acalmam em vez de irritar, aumentam enormemente a eficiência e multiplicam os poderes mentais.
Esteja sempre de bom humor. Sorria. Ria.
Swami Sivananda

Nascimento e estudos
Ramanuja nasceu no ano de 1017, no vilarejo de Perumbudur, cerca de vinte e cinco milhas a oeste de Madras. Seu pai foi Kesava Somayaji, e sua mãe foi Kantimati, uma muito piedosa e virtuosa mulher. O nome Tamil de Ramanuja era Ilaya Preumal (Illay Alwar). Também: Kakshmana Muni, Yathiraja e Emberumanar. Muito cedo em sua vida, Ramanuja perdeu o seu pai. Então, ele foi a Kanchipuram, para continuar os seus estudos sobre os Vedas, sobre a orientação de Yadavaprakasha, um professor da filosofia Advaita.
Ramanuja foi um brilhante estudante. As interpretações de Yadaprakasha dos textos védicos não satisfaziam totalmente Ramanuja. Por conseguinte, Ramanuja apontava-lhe muitos enganos nas exposições do seu mestre. Às vezes, ele dava a suas próprias interpretações, as quais eram muito apreciadas pelos colegas. Isto fez com que Yadaprakasha ficasse com muita inveja de Ramanuja.
Yadaprakasha fez um plano para matar Ramanuja. Ele fez um arranjo para Ramanuja e seu primo Govinda Bhatta – um estudante companheiro – para fazerem uma peregrinação para Varanasi. Govinda Bhatta, sendo o estudante favorito de Yadaprakasha, veio mais tarde saber deste plano quando eles estavam viajando. Ele, então, avisou Ramanuja do perigo e o ajudou a escapar. Pela graça de Deus, Ramanuja fugiu com a ajuda de um caçador e sua esposa, os quais foram acidentalmente encontrados no caminho.
Vishishtadvaita
Por volta do final do século dez, o sistema de filosofia Vishishtadvaita estabeleceu-se no sul da Índia, e os seguidores deste credo se encarregaram de templos Vaishnavas importantes em Kachipuram, Srirangam, Tirupathi, e outros locais importantes. O chefe destas instituições Vaishnavas importantes era Yamunacharya (Alavandhar), um grande sábio e profundo acadêmico; ele foi, também, o cabeça do Mutt de Sringam. Um dos seus discípulos, conhecido pelo nome de Kañchipurna, esteve servindo no templo em Kanchmipuram. Apesar de ser um Sudra (pessoa da classe inferior), Kañchipurna era tão piedoso e bom, que as pessoas do lugar tinham grande respeito e reverência por ele. Nos dias de hoje, há um templo em Kanchipuram, onde a imagem de Kanchipurna está instalada, e onde ele é adorado como a um santo.
Busca por um Guru
O jovem Ramanuja encontrou-se com Kanchipurna, e fez tal reverência para ele que o convidou para comer em sua casa. A intenção de Ramanuja era a de estar presente com Kanchipurna, e pessoalmente servir o jantar para ele, e fazer a refeição mais tarde, comendo os restos do devoto. Desafortunadamente, Kanchipurna veio jantar na casa de Ramanuja quando ele não estava em casa, e tomando a refeição tendo sido servido pela esposa de Ramanuja. Quando Ramanuja voltou para casa, ele encontrou a casa limpa, e sua esposa tendo se banhado por ter servido um Shudra. Isto irritou Ramanuja muito, e ele ficou contra esta a ação que sua esposa tinha feito, uma vez que ela era uma senhora ortodoxa, com relação aos diferentes ideais sociais. Após uns poucos incidentes na sua vida, Ramanuja abandonou a sua vida de chefe-de-família e tornou-se um Sannyasi.
Nesta época, Yamunacharya estava muito velho, e estava na expectativa de encontrar uma pessoa jovem de boa habilidade, e bom caráter, para tomar o seu lugar na cabeceira do seu Mutt em Srirangam. Ele tinha ouvido falar de Ramanuja por intermédio de seus discípulos, e colocou em sua mente para colocar Ramanuja em seu lugar. Ele mandou buscar Ramanuja. No tempo de alcançar Srirangam, Yamunacharya morreu, e Ramanuja viu o seu corpo sendo preparado para o enterro num lugar fora do vilarejo, próximo ao rio Kaveri. Ramanuja seguiu-os até o local do funeral. Ele foi informado que, Yamunacharya, antes de morrer, tinha dado instruções de que ele teria três desejos os quais Ramanuja realizaria plenamente, a saber: que um Vishishtadvaita Bhasya seria escrito para o Brahma-sutra de Vyasa, o qual, até aquele presente momento, tinha sido ensinado oralmente para os discípulos da filosofia Vishishtadvaita, e que os nomes de Parasara, o autor do Vishnu PuraŠa, e o santo Sadagopa deveria ser perpetuado. Ramanuja ficou profundamente tocado, e no local do enterro, antes de que isso acontecesse com o corpo de Yamunacharya, ele fez uma solene promessa que, pela vontade de Deus, ele iria atender plenamente os três desejos de Yamunacharya. Ramanuja viveu por 120 anos, e ao longo da sua vida, ele cumpriu plenamente a sua promessa de satisfazer plenamente os três desejos de Yamunacharya. Após a morte de Yamuna, seus discípulos em Srirangam, e outros lugares, procuram por Ramanuja para tomar o lugar dele, na cabeça do Mutt em Srirangam. Isto tinha sido expresso por Yamunacharya. Conseqüentemente, Ramanuja tomou o seu lugar, e pontualmente instalou todas as cerimônias e celebrações no Vishishtadvaita Mutt em Srirangam.
Mantra de oito sílabas
Ramanuja, então, foi até Thirukottiyur para tomar a iniciação de Nambi no Japa mantra de oito sílabas: Om Namo Narayanaya. De certo modo, Nambi não quis iniciar Ramanuja facilmente. Ele fez Ramanuja viajar de Srirangam até Madurai cerca de oito vezes, antes de decidir dar a iniciação para ele, e então, depois de uma solene promessa de manter em segredo o mantra. Nambi, na ocasião de dar a iniciação para Ramanuja disse: “Ramanuja! Mantenha este mantra em segredo. Este mantra é algo muito poderoso. Aquele que repetir este mantra irá alcançar a salvação. Dê-lhe somente para discípulos respeitáveis previamente escolhidos”. Mas Ramanuja tinha um grande coração. Ele era extremamente misericordioso com seu amor ilimitado pela humanidade. Ele queria que cada pessoa pudesse desfrutar da eterna bem-aventurança do Senhor Narayana. Ele percebeu que aquele mantra era muito poderoso. Imediatamente ele chamou todas as pessoas, independente de casta, credo, etc., e reuniu-as diante do templo. Ele se pos de pé no topo da torre, defronte ao portão do tempo, e gritou o sagrado Mantra para todas as pessoas em voz alta. Nambi, seu Guru, veio saber sobre isto. Ele ficou furioso. Ramanuja disse-lhe: “Ó meu amado Guru! Por favor prescreva uma punição adequada para a minha ação errada”. E, continuou dizendo: “Eu desejo sofrer as torturas do inferno em mim mesmo se milhões de pessoas puderem ter a salvação por ouvir o Mantra através de mim”. Nambi ficou muito agradecido com Ramanuja, encontrado nele um grande coração, cheio de compaixão pelos outros. Ele abraçou Ramanuja e o abençoou. Tendo assim equipada a si mesmo com as qualificações necessárias, Ramanuja sucedeu Yamunacharya.
Instalando o sistema filosófico
Nesta época, a fama de Ramanuja se espalhou em todo o lugar. Ele se tornou um bom controversalista. Então ele escreveu um comentário sobre os Brahma-sutras conhecido como Sri Bhashya. O sistema Vishishtadvaita antigo. Ele tinha sido exposto por Bodhayana no seu Vritti, escrito por volta de 400 antes da nossa era. É o mesmo que expõe Ramanuja; e Ramanuja seguiu as interpretações de Bodhayana nas suas interpretações do Brahma-sutras. A seita que segue Ramanuja é conhecida como o nome de Sri Sampradaya. Ramanuja, também, escreveu três outros livros, a saber: Vedanta Sara (essência do Vedanta), Vedanta Sangraha (um resumo do Vedanta) e Vedanta Dipa (a luz do Vedanta).
Perambulação
Ramanuja viajou através de toda a distância e estenção da Índia para disseminar o caminho da devoção. Ele visitou os lugares sagradas através da Índia, incluindo Kashi, Kashmir e Badrinath. Na sua viagem de volta ele visitou as montanhas Tirupati. Ele encontrou os Vaishnavas e os Sivaistas brigando uns com os outros. Uma parte afirmava que a imagem nas montanhas Tirupati era um Sivaista, e outra parte dizia que era Vaishnava. Ramanuja propôs que eles deveriam deixar o próprio Senhor decidir a disputa. Então eles deixaram os emblemas tanto de Siva como de Vishnu aos pés do Senhor, e após fecharem a porta do templo, ambas as pastes ficaram de guarda do lado de fora. Pela manhã, quando eles abriram as portas, eles encontraram a imagem do Senhor vestindo os emblemas de Vishnu, enquanto os emblemas de Siva estavam deitados aos seus pés, conforme deixado no anoitecer anterior. Isto decidiu que o templo era Vaishnava, e ele permanece assim desde então.
Ramanuja, então, visitou todos santuários Vaishnavas no sul da Índia, e finalmente alcançou Srirangam. Ali ele fixou-se permanentemente, e continuou o seu trabalho de pregar a filosofia Vishishtadvaita, e a escrever livros. Milhares de pessoas vinham até ele diariamente, para escutar as suas aulas. Ele limpava os templos, arrumava os rituais para serem observados, e ele corrigiu muita prostituição que se rastejava dentro da comunidade. Ele tinha uma congregação de 700 Sannyasis; 74 dignitários levavam serviços especiais de administração, e milhares de santos homens e mulheres, que o reverenciavam como Deus. Ele converteu muitas pessoas para o caminho de Bhakti. Ele dava iniciação até mesmo para lavadores. Nesta ocasião ele estava com setenta e dois anos, mas ele estava destinado a viver muitos anos mais, para estabelecer mais Mutts, construir mais tempos e converter muitos milhares de pessoas.
Passatempos transcendentais
O rei Chola, nesta época, reinava como Kulothunga I, e ele era um forte Sivaista. Ele ordenou Ramanuja para subscrever a sua fé em Siva, e saber que Siva é o Senhor Supremo.
Dois dos discípulos de Ramanuja, Kuresha e Mahapurusha, vestidos com roupas alaranjadas de Sannyasis, visitaram a corte de Kulothunga I, no lugar de Ramanuja. Eles discutiram sobre a superioridade de Vishnu. O monarca recusou a ouvi-los, e arrancou os seus olhos.
Estas duas pessoas desafortunadas saíram para Srirangam, o local de suas origens. Mahapurna era um homem velho, e incapaz de tolerar a dor, morreu no caminho. Kuresha, seu companheiro, sozinho retornou par a Srirangam. Enquanto Ramanuja, com uns poucos seguidores, fazendo rápida marcha dia e noite, alcançou os pés das montanhas a oeste de Ghats, cerca de quarenta milhas a oeste de Mysore. Ali, após grande dificuldades, ele se estabeleceu, gastando muitos anos em pregar e converter as pessoas para a filosofia Vishishtadvaita.
O rei do lugar era Bhatti Deva da dinastia Hoysala. A filha do Raja estava possuída por algum demônio, e ninguém tinha sido capaz de curá-la. Ramanuja teve sucesso em exorcizar o demônio e a princesa restaurou a saúde. O rei ficou muito agradecido com Ramanuja, e com prazer tornou-se seu discípulo, tendo sido convertido por Ramanuja num Vaishnava.
Dali então, Ramanuja firmemente estabeleceu-se em nos reinos do domínio de Mysore, construindo um templo em Melkote, e criando uma forte comunidade Vaishnava ali. Os Pariahs ou classe inferior (agora chamados de Harijans), realizavam grande serviço para Ramanuja, e Ramanuja deu a eles o direito de entrarem dentro do templo, o qual ele construiu em Melkote, em alguns dias fixos e com determinados privilégios, os quais eles desfrutavam naqueles dias.
Comunidade Vaishnava
Ramanuja construiu mais uns poucos templos de Vishnu, e a respeito de Mysore, ergueu uma comunidade Vaishnava forte, e colocou na responsabilidade de seus discípulos para continuarem seu trabalho de espalhar a filosofia Vishishtadvaita, e adoração a Vishnu por todo o domínio do reino da Índia. Assim, ele continuou o seu trabalho por cerca de mais de vinte anos, e seus seguidores atingiram muitos milhares.
Por outro lado, Kulothunga Chola I, que perseguia Ramanuja, morreu. Os seguidores de Ramanuja imediatamente comunicaram as novas para Ramanuja, e pediram para ele voltar para Sriranga. Ramanuja desejava propriamente voltar para seus seguidores em Sriranga, e adorar no templo de lá. Mas seus novos discípulos e seguidores em Melkote, e outros lugares de Mysore, não queriam deixar ele ir. Então ele construiu um templo para ele mesmo, instalando o processo de adorar a sua própria imagem, para que isso fosse feito pelos seus seguidores e discípulos, deixando o lugar para ir a Sriranga. Ele foi bem-vindo pelos seus amigos e discípulos em Sriranga. O sucessor de Kulothunga Chola I, era pro-Vaishnava, de modo de Ramanuja foi deixado em paz. Ramanuja continuou o seu trabalho por mais trinta anos, encerrando a sua longa carreira de atividades com a idade extraordinária de 120 anos
A Filosofia de Sri Ramanuja
Ramanuja foi o grande expoente da filosofia Vishishtadvaita, ou não dualismo qualificado. Brahman para Ramanuja é Sa-vishesha Brahman, isto é, Brahman com atributos. De acordo com os ensinamentos de Ramanuja, o Senhor Narayana ou Bhagavan, é o Ser Supremo; a alma individual é Chit; a matéria é Achit. Ramanuja respeitava os atributos como reais e permanentes, mas sujeitos ao controle de Brahman. Os atributos são chamados de Prakaras ou modos. O Senhor Narayana é o governador, o Senhor do universo. As Jivas (almas individuais) são suas servas e adoradoras. As Jivas devem render-se completamente para o Senhor. A unidade de Deus é completamente consistente com a existência dos atributos, na medida em que os atributos ou Saktis, dependem de Deus para as suas existências.
De acordo com Sri Ramanuja, Brahman é com atributos (Savisesha). Ele é dotado de todas as auspiciosas qualidades. Ele não é apenas inteligente em Si mesmo, mas inteligência é seu atributo chefe. Ele contém dentro de si mesmo qualquer que seja a existência. O Mundo e as almas individuais a essência real da constituição da natureza de Brahman. Matéria (Achit), e alma (Chit), a forma do corpo do Senhor, o Senhor Narayana, que é a regra interior (Antaryamin). A matéria e as almas são chamadas de modos d’Ele (Prakara). As almas individuais nunca querem ser inteiramente solvidas no Brahman. De acordo com o Ramanuja, o Brahman não o uno absoluto e homogêneo. As almas individuais experimentam um estado de Sankocha (contração; diminuição) durante o Pralaya. Elas se expandem (Vikasa) durante a criação. O Brahman de Sri Ramanuja é um Deus personalista com atributos. Para Ramanuja a alma é realmente individual. Ela deseja permanecer uma personalidade para sempre. A alma fica no Vaikuntha para sempre, no estado de bem-aventurança, e regozija-se no divino Aishvarya do Senhor Narayana. Bhakti é a intenção chefe para a emancipação e não o Jñana. Sri Ramanuja seguiu no seu Bhashya a autoridade de Bodhayana
Crie vibrações espirituais onde quer que esteja. Então encontrará a paz, alegria, felicidade e prosperidade. Haverá alegria em todas as faces.
Swami Sivananda
Todos nós almejamos a felicidade, alegria, paz e prosperidade. Cada ser humano procura alcançar a felicidade; ninguém quer experimentar o sofrimento e a dor. Felicidade perfeita é o objetivo de todos os seres. Em que consiste a verdadeira felicidade? Procura compreender isto. Onde e como poderemos encontrá-la? Ponderaste alguma vez sobre estas questões? A não ser que elas sejam respondidas com sabedoria, encontrar-te-ás eternamente perdido no labirinto do sofrimento. A vida será uma vã e inútil tentativa para encontrar a felicidade. Reflete bem. Procura compreender. Alcança a verdadeira felicidade. Read the rest of this entry »










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